Primeiras unidades no Amazonas terão o apoio do Exército para a construção e devem começar a ser entregues no início de 2018

O projeto de construção de 50 escolas indígenas na região do território etnoeducacional do Rio Negro, no Amazonas, foi debatido, nesta terça-feira (6), no Ministério da Educação (MEC).

A intenção é que aqueles que trabalham diretamente com os povos indígenas auxiliem os arquitetos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) – autarquia responsável pela execução das obras – na elaboração do projeto arquitetônico das unidades.

As 50 escolas atenderão a diversas comunidades localizadas nos municípios de Santa Isabel do Rio Negro, Barcelos e São Gabriel da Cachoeira, todos no Amazonas.

As primeiras unidades terão o apoio do Exército para a construção e devem começar a ser entregues no início de 2018. Serão substituídas as escolas já existentes, mas que não têm sede própria. Muitas funcionam em locais como igrejas ou centros comunitários.

Na avaliação da diretora de Políticas de Educação do Campo, Indígena e para as Relações Étnico-raciais do MEC, Rita Potiguara, a troca de experiências contribuirá para o processo de construção de escolas indígenas.

“Sabemos que será uma experiência importante, que desencadeará no desenvolvimento de políticas de infraestrutura escolar específica para as comunidades indígenas de todo o País, resultando na melhoria da qualidade da educação”, afirma.

Renato Sanches, arquiteto e indigenista da Funai, explica que a principal reivindicação dos professores indígenas é pela construção com materiais duráveis e resistentes, já que as comunidades atuais costumam se manter mais fixas nos locais em que habitam. “Nosso papel é ser o intermediador entre os indígenas e a nossa arquitetura; é o que chamo de arquitetura do diálogo”, aponta.

De acordo com o Censo Escolar de 2015, o Brasil tem 3.085 escolas indígenas, com 285.303 estudantes e 20.238 professores.

 

Fonte:  Ministério da Educação