Plataforma de Cidadania Digital, elaborada pelo governo, deve ampliar a oferta de serviços públicos digitais

Dados parciais de levantamento do Ministério do Planejamento apontam que 32% dos serviços públicos federais são totalmente digitalizados, 39% são parcialmente e 29% não estão disponíveis para acesso on-line (em nenhuma das etapas).

A informação foi destacada pelo secretário de Gestão do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP), Gleisson Rubin, no X Congresso Consad de Gestão Pública, na última quinta (6). Na ocasião, Rubin explicou que, para ampliar a oferta de serviços à sociedade, está em fase de implantação a Plataforma de Cidadania Digital.

Além da perspectiva de redução de gastos, pesquisa realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (Cetic) mostra que a demanda por digitalização no País é crescente.

De acordo com o estudo, já existem mais de 100 milhões de brasileiros que utilizam a internet e a principal via de conexão é por meio de celular. “A tendência é que o processo de digitalização em dispositivos móveis se acelere. Os serviços precisam estar na palma da mão do cidadão”, explicou.

Panorama

Estudos internacionais – realizados no Canadá, no Reino Unido, na Noruega e na Austrália – demonstram que um atendimento presencial nos serviços públicos custa, em média, US$ 14. Quando o mesmo serviço é prestado de forma on-line, o custo baixa para US$ 0,39, o que representa uma economia de 97% aos cofres públicos.

“Estamos diante de um oceano de possibilidades para redução de custos administrativos”, diz Carlos Santiso, chefe de divisão de Inovação para o Serviço ao Cidadão do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), durante o evento.

Fonte:  Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.